::: Blog de Futebol :::

Nome: Alessandro

8.13.2005

ERRO ou ilusão de Ótica?

A algum tempo na comunidade dos "Ping Pong Futebol Cards" no Orkut, foi levantado um possível erro na foto B do card do jogador Gaúcho do Vasco.

Ai estão as imagens para uma comparação com a foto do jogador Geraldo, que fisicamente é MUITO parecido com o card B do jogador Gaúcho.

Juntamente temos a figurinha dos álbuns Copa Brasil 1976(famoso Cartelão) e do Campeonato Brasileiro de 77/78, que podem nos dar algumas luzes sobre o assunto.

É mais um erro da coleção. Confiram:

Estas fotos serão da mesma pessoa?


Card do jogador Geraldo



Vejam a semelhança entre o tal card B do Gaúcho
e uma figurinha do jogador Geraldo, do
álbum Campeonato Brasileiro 77-78 (Ed. Abril)


Vejam a semelhança entre o card A do Gaúcho e uma
figurinha do mesmo jogador Gaúcho, no
álbum Copa Brasil 1976 (Ed. Saravan)

Vejam Foto ATUAL do ex-jogador Gaúcho



Atualmente, Gaúcho é técnico do Boavista de Saquarema, Rio de Janeiro.
O time disputará a 1ª Divisão do Carioca de 2007

No mesmo álbum de Copa Brasil 1976 (Ed. Saravan)
tem a foto do jogador Geraldo jogando no América-RJ


É por estas e outras que AFIRMO:

Na coleção de cards existe o erro de foto
do card do jogador Geraldo!!!

Deveria existir o card duplo (nº 62) deste jogador,
por erro, acabou-se tendo o card duplo do jogador

Gaúcho com a foto do card B trocada.




7.29.2005

Jair Rosa Pinto (1921-2005)


Ontem, dia 28 de julho, morreu um dos maiores jogadores de futebol que o Brasil já teve. Um daqueles craques que os mais antigos não conseguem tirar de suas memórias. É quase impossível conversar com alguem com mais de 60 anos de idade, que seja apaixonado pelo futebol, que não se derrame em elogios e 'causos' de um dos maiores meio-campo já vistos.

Jair jogou em vários clubes e na Copa de 1950. A lista é granda mais ai vai: começou sua carreira no Madureira, passando depois por clubes como Vasco, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo e Ponte Preta. Foi campeão carioca pelo Vasco em 1945 e 1947, paulista por Palmeiras (1950) e Santos (1956, 1958 e 1960), além do título sul-americano pela seleção brasileira, em 1949.

Morreu ontem e pelo descaso que norteia o futebol brasileiro nenhum representante do Flamengo ou do Vasco foi ao enterro de Jair. Somente o presidente do Palmeiras Affonso Della Monica compareceu ao velório, aproveitando a passagem pelo Rio para o jogo contra o Flamengo. Pena... A memória do futebol brasileiro tem sido apagada a cada dia. Craques do passado são descartados, como se os seus brilhantes feitos tivessem sido apenas 'mitologias' ou odisséias criadas por qualquer mente muito criativa e qu gosta de brincar com a realidade.

Jair e Chico

Eu tenho 30 anos de idade e não vi Jair jogar, nem dar um chute sequer. Mas não preciso vê-lo jogar para acreditar nos relatos de gente de cabelos brancos e jornais da época.

O que sei é que Jair morreu e deixou nesta terra, em memórias de gente saudosa de um futebol mágico, um legado que ultrapassa times e paixões. Foi craque e merece ser lembrado como tal.


Frase sobre Jair retiradas do site O Dia:

“Tenho por ele muita admiração e uma enorme gratidão, porque me orientou no início da carreira. Eu tinha 17 anos quando comecei a jogar no Santos. Na época, o Jajá estava no time e me ajudou passando muito da sua experiência” Pelé.

“Ele jogou pra caramba. Era um exímio lançador e jogava na base da técnica. Das Seleções de 45 para 50, ele era o primeiro nome da lista”, contou, lembrando que o amigo não gostava de falar da vitória do Uruguai sobre o Brasil na decisão da Copa de 1950, no Maracanã. “Ele foi muito injustiçado”. Pinheiro, Ex-zagueiro do Fluminense da década de 50


7.28.2005

Complete as lacunas abaixo


1) Branca de Neve e os ____ anões.

2) Os ___ pecados capitais.

3) Essa menina pinta o ____ .

4) 6 + 1 = ____

5) Garrincha jogava com a camisa _____.

6) O gato tem ____ vidas.

7) 3 + 4 = _____

Se precisar de ajuda, procure um vascaíno que saiba contar os dedos das duas mãos.

Retirado e adaptado do Fotolog Flamengo_1895 de um figuraça chamado Arthur.

VASCO - A pior goleada da história em Brasileiros

Sei que o meu Flamengo não anda muito bem das pernas, mas ontem o time do Vasco só me deu alegrias...

Agora é esperar pelo jogo de hoje contra o Palmeiras... E qua a zaga do meu Flamengo não repita o que a zaga do bacalhau imundo 'realizou' ontem...



28/07 - Vasco sofre goleada no Sul

Nesta quarta-feira (27/07) em Curitiba, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco sofreu uma dura goleada por 7x2 para o Atlético-PR. Anderson e Alex Dias marcaram para o time cruzmaltino. Com esse resultado, a equipe vascaína caiu para a penúltima posição, somando 12 pontos. O próximo compromisso do Vasco será contra o São Caetano, no sábado (30/07) às 16h em São Januário.

Nada deu certo para o Vasco no jogo de ontem. O frio de 10 graus da capital paranaense pareceu congelar os atletas vascaínos. A defesa rebatia mal, o meio-campo não acertava passes e o ataque não dava seqüência às jogadas. Enquanto isso, a sorte sorria para o Atlético-PR. Até os lances mais despretenciosos evoluíam e acabavam levando perigo à meta cruzmaltina.

Aos 19 minutos do 1º tempo, os atleticanos já venciam por 3x0, sendo o 3º gol marcado em impedimento. Nos acréscimos, Jancarlos ampliou de falta, fazendo os jogadores do Vasco descerem pro vestiário com 4 gols atrás no placar.

No intervalo, o técnico Renato Gaúcho colocou Fernandinho no lugar de Morais, melhorando a ligação com o ataque. Porém, aos 5 minutos o Atlético-PR voltou a balançar as redes, ampliando a goleada. Aos 10 minutos, o Vasco deu sinal de vida na partida. Após passe de Fernandinho, Anderson tocou na saída do goleiro, fazendo o 1º gol da equipe carioca.

Aos 37, o Atlético-PR voltou a marcar, num lance com 3 irregularidades. No momento em que a bola foi lançada, um atacante atleticano se encontrava em impedimento. Não satisfeito, Aloísio Chulapa empurrou os zagueiros do Vasco e ainda tocou a bola com a mão antes de fazer o gol. O árbitro Márcio Resende de Freitas validou a jogada.

O jovem atacante Elber, que havia substituído Anderson, penetrou na defesa paranaense e sofreu pênalti. Alex Dias bateu e converteu seu 9º gol, mantendo a vice-artilharia do Campeonato Brasileiro. Mas antes do apito final, o Atlético-PR ainda conseguiu marcar mais um, com Finazzi de cabeça.

No final do jogo, o técnico Renato Gaúcho analisou em poucas palavras a derrota vascaína:

"Deu tudo errado para gente e tudo certo para eles. Hoje, até uma mulher grávida faria gol no Vasco".

Retirado do site do Oficial do vasco

7.26.2005

Coleção Revista Placar

Hoje recomecei a colecionar a Revista Placar.


Comprei a edição número 04, de abril de 1970, antes da Copa de 70 com o Tostão na capa e com um conteúdo bombástico para a época.

Já tive uma coleção de mais de 300 revistas clássicas da Placar todas elas da década de 70 e começo dos anos 80 e agora começando do zero já comprei a primeira.

Vamos ver até onde isso vai dar!!!

7.20.2005

Ganhamos do Bacalhau Imundo!!!!

Sousa fez um golaço!!! Rumo ao HEXA!!!!

7.14.2005

Dida- O ídolo do ídolo

Dida adentrou a redação da Rádio demonstrando cansaço. O jogo não estava fácil para ele. A saúde do craque, ídolo de infância de Zico e de uma nação de Rubro-Negros, dava sinais de vacilação. A expressão do rosto não revelava a mesma alegria dos 244 gols pelo Flamengo. Concentrado como se estivesse pronto para o jogo, Zico lia e relia o que havia rabiscado para a entrevista. Um ídolo entrevistando o seu ídolo. E nervoso, como se fosse o primeiro encontro. Os dois eram velhos conhecidos, mas Zico estava ali na posição de entrevistador e se preparando para a estréia da “Memória”. Era um jogo diferente para o Galinho!

Quando Zico e Dida se encontraram, pouca gente era capaz de reparar, mas duas peças fundamentais para a construção do clube mais popular do Brasil estavam juntas. Zico sorriu, e Dida, contente, buscava forças e lutava contra a debilidade pulmonar que tiraria sua vida sete meses depois. Ninguém na redação sabia, por pura ironia do destino coube a Zico fazer a última entrevista com Edvaldo Alves de Santa Rosa. Foram mais de 30 minutos de emoção e de história.

- Atenção! Podemos gravar? -, perguntou o operador da rádio diante de dois craques conversando animadamente dentro do apertado estúdio de gravação.

Zico e Dida fazem sinal afirmativo. O dedo indicador é a deixa do operador para que Zico começasse a falar. E foi assim que teve início a “Memória do Zico, Memória do Flamengo”.

A partir de hoje estaremos trazendo na “Memória do Flamengo”, personalidades que marcaram a historia do clube. Um trabalho inédito de resgate no mais querido do Brasil. Momentos marcantes de presidentes, atletas, técnicos. Enfim, nomes que dignificaram a história do Mengão.

Hoje, estou com aquele que foi meu grande ídolo: Edvaldo Alves de Santa Rosa, mais conhecido como Dida. Antes de passar a palavra para ele, vou falar do porque dessa paixão não só minha, mas também da família Antunes pelo Dida. Isso aconteceu quando o Flamengo foi campeão em 1955. O Dida fez quatro gols naquela grande final contra o América e eu estava ali com praticamente dois anos. Meus pais diziam que a primeira palavra que falei logo depois de papai e mamãe foi Dida. A partir dali é lógico que Dida passou a ser o grande nome de nossa família.

Um prazer, uma honra e uma emoção poder estar falando, homenageando e resgatando aquele que foi um dos maiores goleadores do clube...

Eu gostaria que você começasse contando como foi sua chegada ao Flamengo.
DIDA: Antes de mais nada eu gostaria de dizer que é uma satisfação muito grande estar aqui. Estou à disposição para tudo o que for possível. Lembro muito bem de como cheguei no clube porque marcou muito a minha vida. Foi o Sr Álvaro Ramirez que conhecia o Dr. Gilberto Cardoso e ligou para ele pedindo que eu fizesse um teste. Naquela época era difícil, mas o prestígio dele fez com que eu fosse lá.

Você jogava no CSA de Alagoas...
É, o CSA, o “azul”. Tinha também o CRB, o encarnado, o vermelho. E a rivalidade era grande como Fla x Flu e Fla x Vas. Naquela época eu já era profissional. Com 15 anos jogava com a seleção alagoana, mas era só osso. Batiam em mim e eu quebrava em três pedaços, mas estava lá.

E já torcia para o Flamengo?
Olha, eu nasci... costumo dizer isso e as pessoas riem, mas é uma realidade. Quando a parteira bateu no meu bumbum eu gritei: Mengoooo!!!. Não tem jeito (risos).

E como foi fazer um teste no seu clube de coração?
Foi uma emoção muito grande. Não sei nem se posso dizer como eu fiquei feliz e como eu estava nervoso. Naquela época era dificílimo. Na minha chegada no Flamengo os jornais gastaram uma semana perguntando quem era Dida. Isso mexeu comigo. Foi difícil, mas depois entrei naquele ritmo rubro-negro, aquela família. A gente fica em casa e o resto é com Deus.

Conheço bem a história porque tive a oportunidade de ler o seu livro, muito bem escrito por sinal, contando sua trajetória desde Maceió. Lembra quem te recepcionou aqui?
Fadel Fadel era o vice-presidente. O técnico era o Fleitas Solich (o feiticeiro). Foi ele que me pegou um dia e falou: “você vai jogar amanhã`”. Naquela época era difícil a estréia. Quando o jogador desconhecido do público ia estrear, nos jornais era um escarcéu terrível. Não era como agora com a Tv, que as pessoas já conhecem os atletas que estão chegando. A estréia sempre mexia com a torcida.

Você é um dos maiores artilheiros da história do Flamengo. Foram 244 gols com a camisa rubro-negra?
Foi o que saiu nos jornais. Acredito, sem falsa modéstia, que tenha sido mais porque havia muita excursão para o norte e nordeste. E naquela época a gente chegava e dava de 10, 14. Não é como agora que os clubes estão parelhos. Mas se o jornal está dizendo...

E o gol mais bonito?
Olha, eu sempre citei o gol que me levou ao Flamengo. Foi pela seleção alagoana contra a seleção da Paraíba, pelo Campeonato Brasileiro de Seleções. Fiz dois gols e o terceiro com a ajuda de Deus. Foi da ponta direita, um chute enviesado. No Flamengo, foi o terceiro gol do tri em 1955i. Estava 2 a 0 e o América tinha um bom time. Fez o primeiro gol e começou a complicar. E eu fiz o terceiro de uma maneira... Deus participou. Um chute violento do bico da grande área com a perna esquerda.

Nesse jogo o Flamengo venceu por 4 a 1. Lembrando que no primeiro jogo, o Flamengo ganhou por 1 a 0 com gol de Evaristo. Depois o América ganhou por 5 a 1 e você ainda era artilheiro dos aspirantes.
Aí eu não jogava, estava na reserva.. Só que nessa época não havia reserva de trocar roupa. O futebol não tinha substituições e por isso não podia jogar.

Então no último jogo você foi escalado pelo ''Mago'' causando aquela surpresa. Foi jogar e decidir o campeonato, porque uma coisa que você sabia fazer era gol.
O ''Mago'' chegou à noite, sem falar nada durante o dia, e perguntou: “como você está?’’. Disse que estava bem e então disse “vai jogar amanhã”. Tudo bem, eu respondi. Dei sorte e fui...Não vou ser tão modesto e pensar que foi só isso, mas a gente é ajudado por umas coisas.

Nessa final que encantou os Rubro-Negros é que o nome Dida começou a ficar na história do cube. Muitos dizem que você marcou quatro gols, outros afirmam que foram três, pois o outro teria sido do Duca. Como foi essa história?
Olha, até hoje até eu tenho dúvida. Foi um chute do Duca, eu correndo de um lado para o outro na frente da área, a bola bateu na minha coxa e enganou o goleiro. Quer dizer, o Pompéia ia na bola, podia pegar ou não. Mas como a bola desviou na minha perna e entrou do outro lado, ficou a dúvida. Lógico que ele chutou, deveria ser dele. Mas houve desvio...

Então o gol foi seu. Dida, aconteceu um lance desses comigo. Num jogo Flamengo e Botafogo pelo Brasileiro, 0 a 0, aos cinco minutos do primeiro tempo. Uma bola que sobrou para o Adílio, ele disparou o chute, que ia para fora, mas bateu no meu bumbum e enganou o goleiro. O juiz botou na súmula que foi meu.
Bom, você disse que ela ia para fora. Mas a outra ia para o gol, bateu em mim mas o goleiro estava na jogada. É um pouco diferente, mas eu realmente não sei.

Falando ainda em gols. O Celso Garcia, um dos Rubro-Negros fanáticos, me contou que você foi um dos poucos jogadores na história que comemorou gol antes de tocar na bola e ela entrar. Me parece no jogo contra o Fluminense, que o Henrique chutou e o Castilho rebateu. Você veio correndo e antes de bater já estava comemorando. Não teve medo de furar, de perder o gol?
Foram duas, 3 ou 4 vezes assim. O gol vazio. Eu já entusiasmado vinha vibrando demais com a facilidade de encontrar o gol feito. Houve um caso que eu não comemorei antes, mas uma goleada sobre Olaria na Gávea, que eu embaixo da baliza chutei na trave. Quer dizer, eu vi alguém chegando, olhei e quando bati perdi. Como pode perder embaixo do gol?

Mudando de assunto. E os outros títulos que vieram depois?
Esse do América foi o tri. Mas tem um detalhe, antes já havia jogado algumas partidas no bi. Joguei contra o Vasco 2 a 1, Fluminense (0 a 0). Botafogo (1 a 0). Fui campeão também, joguei três vezes. Depois veio o Rio-SP, o Torneio Início, e só voltei a ganhar em 63.

Mas antes disso teve uma passagem inesquecível pela seleção, não é Dida?
Todas as vezes tinha uma infelicidade incrível na Seleção. Era convocado e depois cortado porque estava contundido. A primeira vez foi mesmo em 58, quando joguei contra a Áustria na Copa do Mundo da Suécia e depois saí. Na verdade, estava com uma contusão e fui na marra. Tinha uma lesão no tornozelo que doía, mas fui assim mesmo. Toda vez estava machucado, dessa vez não queria perder.

Você foi um dos maiores goleadores do futebol brasileiro e o único a colocar o maior de todos os tempos no banco. Pelé estava começando com 17 anos e ficou na reserva. Você participou do 3 a 0 contra a Áustria, depois saiu para a entrada do Vavá e posteriormente do Pelé.
Foi naquele 0 a 0 contra a Inglaterra que eu saí.

Contra o País de Gales entrou o Pelé com Vavá. O Brasil ganhou por 1 a 0 e o Pelé virou o Pelé. Mas nós Rubro-Negros nos orgulhamos bastante dos 4 representantes naquela seleção: o Joel, o Henrique, Moacir, o Zagallo e você.
Era o ataque do Flamengo. E na outra Copa, uma coisa interessante. No Chile em 1962, só Henrique foi.

Uma de suas características era a habilidade, além da velocidade e da maneira como você se colocava no campo. Baixo mas com presença na área, uma explosão.
Eu tenho 1,61m. Olha, essa questão de altura não é tão importante. Não é subir mais que os altos, citando o Belini por exemplo, o importante é chegar primeiro. Tinha velocidade para chegar primeiro e isso fazia a diferença.

Um dos primeiros jogos que assisti no Maracanã foi a decisão Flamengo e Corinthians do Rio-São Paulo em 1961, em que você fez um dos gols. E o primeiro gol num cruzamento do Joel.
E depois nós fomos campeões do Rio-São Paulo, a única vez que o Flamengo conquistou esse título. Foi um dos mais importantes para mim, porque fiz um dos gols.

Naquela época o Rio –São Paulo é o que representa o Brasileiro
Certo. Os outros estados não tinham tanta representação, Minas, Rio Grande do Sul. Enfim, o Brasil todo como acontece hoje.

Falamos de grandes momentos, gols, conquistas. Mas quais foram os seus momentos de maior dificuldade?
Olha, tive momento difíceis, contusões em jogos que isso não poderia acontecer. Cheguei até a me desesperar e pensei várias vezes em parar de jogar. Fui aconselhado e consegui me recuperar. Mas as contusões foram difíceis.

E o relacionamento com jogadores, como era? Você teve como companheiros Joel, Moacir, Henrique e Babá.
Tem muita história interessante. A história do Babá, por exemplo, foi parecida com a minha na chegada. Lembro que passei uma semana terrível quando cheguei e o encontrei na mesma situação. Na véspera do jogo, para diminuir a tensão em cima de mim, o Fleitas colocou o Babá. Quem é o Babá? Quem é o Dida? Todos falavam. Foi horrível. Graças a Deus o time ganhou por 2 a 1, um time que vinha vencendo há dois anos. Não marcamos gol mas deu tudo certo.

O Vasco tinha aquela defesa temida com Orlando e Belini.
Belini era alto, mas o Orlando é que era difícil de jogar. Agora, zagueiro difícil mesmo era o Zózimo, do Bangu. Colava em mim, tinha muita saúde, jogava sempre na bola e não dava pontapé. Era irmão do Calazans. Marcava demais. Acho que um bom atleta com boa condição física pode dificultar muito. Ele foi titular da Copa de 62.

Aprendi uma coisa com o Zizinho, que era técnico do América quando eu estava começando. Ele falava: “Menino, você está jogando no Flamengo, conheço muito bem. Tem dias que a bola não caminha legal, você quer dar um passe e a bola vai por baixo. Nesse dia, se você começar a lutar e a torcida sentir a sua entrega, vai cair no agrado dela pelo resto da vida’’.
Exatamente. A torcida vibrava muito com a luta, com o jogador que não foge. A torcida aplaudia. Se o time perdia, era difícil. Mas se tivesse empatando e todos estivessem lutando, eles aplaudiam e davam força.

Um momento delicado foi a sua saída do Flamengo para a Portuguesa. Inclusive pra mim, que era seu fã. Várias vezes fui ao Maracanã para ver você jogar na Potuguesa.
Houve um desentendimento na Gávea porque mudou o treinador. Veio o Flávio Costa e ele me barrou do time. Era titular há 10 anos! Não aceitei isso. Houve uma discussão e quase fomos para o tudo ou nada. Resultado disso é que eu me afastei do clube, parei. Mas a Portuguesa foi atrás do Henrique, contrataram ele, e me jogaram de contrapeso. Acabei sendo titular por dois anos.

Você sai e quando volta ao Flamengo em 80, já aparece trabalhando nas categorias de base do clube. Como foi executar essa nova função?
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Ao lado do Carlinhos, você revelou uma geração importante para o clube...
Como auxiliar dele, revelamos Djalminha, Marcelinho, Nélio, Paulo Nunes, Marquinhos, campeões da Taça São Paulo, e em 1992, com o Junior, foram campeões brasileiros. Realmente não sei o que houve com esses jogadores que foram embora e acabaram estourando fora do Flamengo.

O que representa para você hoje a sua passagem pelo Flamengo?
É m sentimento que só quem está vivendo pode dizer. Sentimento forte mesmo. Fazer um gol decisivo num jogo pelo Flamengo, sentir a vibração da massa, o estádio todo vibrando. Isso deixa você louco. Não há uma frase ou palavra capaz de definir.


Retirado do site http://www.ziconarede.com.br/

7.12.2005

:: Flamengo 3X0 Santos ::
29/05/1983 - Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro

Esta final de Campeonato Brasileiro ficou muito marcado em minha memória.

Tinha uns 8 anos de idade. Lembro-me da expectativa de todo o mundo. O dia urgia para que chegasse logo as 17 horas, pois o Rio de Janeiro parou, pois o grande espetáculo do dia tinha hora para começar.

Ainda me faz bem, a visão que minhas memórias teimam(graças a Deus!!!) daquele momento. Estava junto com um bando de moleques, desses que jogavam, horas e horas de futebol na praia. Faltavam 30 minutos para começar o jogo. Arrumamos um rádio, que até hoje não lembro de quem era. Era um modelo Motoradio, meio pesadão levamos para a rua para podermos ouvir o jogo do Flamengo com seu time de ouro.

Era uma alegria enorme de ter conseguido o rádio, mas havia um sério problema: ele estava sem pilhas!!! O rádio sem pilhas e nós sem dinheiro!!!

Lembro que um dos nossos gritou: "eu vou pedir pro meu pai agora mesmo!!!" Dito e feito. Todos correram junto. Ainda lembro de chegar ofegante na casa do Fabiano e ver o pai dele também preparado para ver o jogo. Ele olhou pra gente, deu uma risada e deu o dinheiro para podermos comprar as pilhas.

Só tinha um detalhe: O jogo já ia começar!!!

Ai foi mais uma correria até a padaria que vendiam as pilhas.

Só que o destino nos preparou um presente e uma grande frustação. Quando estávamos próximos da padaria, e o jogo já havia começado... SURPRESA! Gol de Zico, aos 50 segundos de jogo!

O que nós vimos naquele momento foi a maior chuva de papéis picados que alguém com 8 anos de idade poderia assistir. Ficamos pulando. Gritando. Um bando de uns 8 moleques se alegrando diante desta chuva de papéis, emoções e marcas que nunca saem de nossas cabeças.

Se conseguimos comprar as pilhas? Lógico! Ouvimos o resto da lavada que o Flamengo deu naquele time do Santos. Mesmo perdendo aquele gol-relâmpago de Zico, a chuva de papéis picados e a alegria de presenciar aquilo tudo nunca sairam de minha memória.

Como agradeço a Deus por poder um dia contar aos meus filhos, que ainda não tenho, que VI aquela geração jogar. Vi Zico jogar, não uma ou duas vezes, mas várias vezes o Galinho dando brilho em jogadas que hoje os medíocres não se atrevem nem tentar fazer. Vi Leandro, o maior lateral que vi jogar, matar a bola com classe, parar a bola e lançá-la com precisão para o companheiro melhor colocado. Vi Junior, um extra-classe, coisas que até as palavras são finitas para explicar o que era raça e técnica aliadas ao bom-caratismo. Vi Nunes, o João Danado, trombador e afoito para fazer o gol e correr para a torcida. Vi Raul, que mesmo em fim de carreira, era seguro como só os veteranos podem ser. Vi Adílio, um jogador que precisava só de um metro de campo para acabar com o jogo, tal era a velocidade e poder de drible desse rubro-negro purosangue. Vi Mozer, Figueiredo, Baltazer e tantos outros que hoje são lembrados e catalogados como craques nas enciclopédias de futebol.

Vi e lembro claramente. Por isso e por muitos outros motivos me orgulho de ser rubro-negro!